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Obama pôs a América a suspirar por um terceiro mandato


Obama caminha junto à Casa Branca, que deixará a 20 de janeiro
Presidente vai ficar em Washington onde a filha mais nova estuda. Um livro e a entrada no circuito das palestras parecem certos
George W. Bush refugiou-se no seu rancho no Texas, onde descobriu a paixão pela pintura, Bill Clinton e George Bush pai empenharam-se, muitas vezes em conjunto, em ações humanitárias - como na reconstrução do Haiti após o sismo de 2010 - e Jimmy Carter até ganhou o Nobel da Paz em 2002 pelas "décadas que dedicou à busca de soluções pacíficas para conflitos internacionais". Além de se dedicarem à construção da biblioteca presidencial, o que cada chefe do Estado faz depois de deixar a Casa Branca varia mas não tanto assim.
Com a popularidade ao nível mais alto dos últimos dois anos - 56% segundo o último estudo da Gallup -, Obama deixa muitos americanos a suspirar pela possibilidade de o presidente voltar a ter um terceiro mandato. Apesar de George Washington, o primeiro presidente americano, ter recusado cumprir mais do que dois mandatos, tal limite não estava inscrito na lei. Franklin Roosevelt chegou a ser eleito em 1944 para um quarto mandato, morrendo pouco depois. A 22.ª emenda à Constituição, aprovada em 1951, estabelece oficialmente o limite de dois mandatos.
A verdade é que um estudo publicado há dias pela Bloomberg mostrava que se Obama fosse o candidato face a Donald Trump faria melhor do que Hillary Clinton. O próprio Obama brincou com essa (não) possibilidade, quando no programa Tonight Show de Jimmy Fallon garantiu que se se voltasse a candidatar "Michelle pediria o divórcio".
Para já, depois da tomada de posse do próximo presidente, a 20 de janeiro, Obama, de 55 anos, vai continuar por Washington. Pelo menos até Sasha, a filha mais nova, terminar o liceu na capital federal. Tempo que o atual presidente poderá aproveitar para escrever um livro. Segundo o The Wall Street Journal, as editoras já se preparam para disputar o direito de publicar a nova obra do presidente - e talvez também de Michelle. Autor de dois livros - A Minha Herança (1995) e A Audácia da Esperança (2007) -, Obama deverá manter-se fiel à Crown, a sua atual editora, para as eventuais memórias dos anos na presidência. Um sucesso quase garantido. Basta pensarmos que Minha Vida vendeu 2,9 milhões de cópias e valeu a Bill Clinton 15 milhões de dólares.
Com os dotes oratórios, Obama tem também lugar garantido no circuito dos discursos e palestras, que já contam com Bush filho e Bill Clinton. Apesar do retiro no Texas, o antecessor de Obama na Casa Branca já fez mais de 200 discursos desde 2009, que, segundo as contas do site Politico, lhe renderam entre 100 mil e 175 mil dólares cada um.
Obama ganhou fama nacional precisamente com um discurso: o que fez na convenção que confirmou John Kerry como candidato democrata em 2004. E quando chegou à Casa Branca a cadência das suas intervenções parecia quase ter um efeito hipnótico sobre as multidões. De tal forma que até inspirou músicos como o rapper will.i.am. Ninguém duvida portanto de que serão muitas as instituições mundiais dispostas a pagar bem para ouvi-lo. E a Michelle também. E, se tudo falhar, pode sempre contar com a pensão de 200 mil dólares garantida a todos os ex-presidentes.