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Hillary chega ao dia das eleições com uma ligeira vantagem

Clinton, tal como Trump, passou o último dia de campanha nos chamados swing states. Conquistas essenciais, numa altura em que a democrata está à frente nas sondagens por uma curta margem
Democratas têm boas hipóteses de recuperar controlo do Senado. Florida é o estado que mostra estar mais indeciso
Hillary Clinton e Donald Trump cruzaram ontem o país numa última tentativa de conquistar os chamados swing states, essenciais para garantir a vitória nas presidenciais de hoje. As últimas sondagens davam uma ligeira vantagem à democrata, mas estados como a Florida pareciam ainda não ter decidido a quem darão o seu voto.
O diretor do FBI, James Comey, voltou a agitar a corrida presidencial ao anunciar no domingo à noite que já tinham analisado os e-mails relacionados com Hillary Clinton e que mantinham a decisão tomada em julho, ou seja, que não foram cometidas ilegalidades. Não é certo, porém, que este anúncio tenha surgido a tempo de influenciar os eleitores ou desfazer os danos causados pelos ataques dos republicanos feitos nos últimos dias, pois dezenas de milhares de americanos votaram nos dez dias que decorreram desde que Comey anunciou que tinham sido descobertos novos e-mails.


O dia de Donald Trump começou ontem em Sarasota, na Florida. Depois viajou para a Carolina do Norte, Pensilvânia, New Hampshire e Michigan, onde tinha previsto fazer um comício tardio. Todos estes fazem parte do grupo de swing states (estados oscilantes, que tanto votam democrata como republicano).
Hillary Clinton tinha previsto para ontem dois eventos na Pensilvânia e uma visita ao Michigan, antes de terminar com um comício à meia-noite (hora local) em Raleigh, Carolina do Norte. Esperava--se também que marcasse presença num outro comício à noite, no Independence Hall, de Filadélfia, com Barack e Michelle Obama e Bruce Springsteen.
A última sondagem da Reuters/ /Ipsos mostra Clinton com uma vantagem de cinco pontos sobre Trump - 44% contra 39% -, enquanto as corridas nos swing states da Florida e da Carolina do Norte estão demasiado renhidas. A democrata apresentava ontem também uma vantagem de quatro pontos no estudo de opinião do The Washington Post/ABC News - 47% contra 43%. A Bloomberg Politics/Selzer&Co atribuía 44% das intenções de voto a Clinton e 41% a Trump.


No que respeita aos onze swing states - Colorado, Florida, Iowa, Michigan, Nevada, New Hampshire, Carolina do Norte, Ohio, Pensilvânia, Virgínia e Wisconsin - o cenário parecia ontem também mais favorável a Clinton. Segundo o site Politico, apenas Ohio e Iowa pareciam mais inclinados a dar os seus votos eleitorais a Trump. Enquanto a Florida continuava indecisa.
Republicanos têm mais em jogo
Hoje em jogo está também o controlo pelo Congresso - Senado e Câmara dos Representantes -, atualmente nas mãos dos republicanos. De acordo com o site FiveThirtyEight, os democratas têm 53% de hipóteses de conquistar o Senado.
O controlo republicano do Senado (54 em 100 lugares) e da Câmara dos Representantes (246 em 435), obtido há seis anos, tem sido um dos grandes obstáculos à concretização das políticas da administração Obama.
Na atual campanha para o Senado, e para tentar inverter o atual cenário, os democratas apostaram em nomes de peso para concorrer contra os republicanos detentores do lugar - 24 dos 34 lugares a concurso são republicanos, que assim têm mais a perder. A geografia política também ajuda os democratas. Dos seus dez lugares que vão a votos nenhum é dos estados conquistados por John McCain e Mitt Romney nas presidenciais de 2008 e 2012.
Um cenário de empate no Senado - 50 senadores para cada um - daria importância acrescida ao futuro vice-presidente, pois é ele, por inerência, que tem o voto de desempate, dando assim a maioria a quem conquistou a Casa Branca. O FiveThirtyEight avança que existem 16% de hipóteses de isto acontecer.