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Clinton fecha campanha com Bill, Chelsea, Obamas, Springsteen e Bon Jovi

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Último comício foi em frente ao Independence Hall, o edifício onde foi assinada a Declaração da Independência do país
A candidata à presidência dos EUA Hillary Clinton realizou hoje o seu último grande comício em Filadélfia, Pensilvânia, onde surgiu junto de Bill e Chelsea Clinton, Barack e Michele Obama e os músicos Jon Bon Jovi e Bruce Springsteen.
A escolha do local recaiu no parque em frente ao Independence Hall, o edifício onde foi assinada a Declaração da Independência do país há 240 anos e, dois anos mais tarde, a Constituição dos Estados Unidos.
Foi em frente a este edifício, perante cerca de 40 mil pessoas, que Clinton, que espera ser a primeira mulher presidente dos EUA, surgiu junto de Barack Obama, primeiro presidente negro do país. "Foi aqui que tudo começou", disse Clinton, candidata pelo Partido Democrata à Casa Branca nas eleições de hoje.

Foi aqui que os representantes de 13 colónias sem lei se juntaram para lançar a maior experiência que o mundo já viu. Os nossos pais e avós defenderam essa democracia. Criaram a grande classe média americana. Marcharam pelos direitos civis, pelo direito ao voto, pelos direitos das mulheres, de pessoas LGBT [Lésbicas, 'gays', bissexuais e transgénero] e de pessoas com deficiência. E, amanhã [hoje], enfrentamos o grande teste do nosso tempo. Não importa apenas aquilo que votamos contra, mas aquilo por que votamos. O que vamos decidir?", afirmou.
Clinton foi apresentada por Barack Obama, que também aludiu à história do local. "Filadélfia, neste local onde os nossos fundadores forjaram os documentos da liberdade, neste lugar em que nos deram as ferramentas para aperfeiçoar a nossa união, peço-vos que votem", disse o Presidente dos EUA.
Obama defendeu que um voto em Hillary Clinton é muito mais do que um voto contra Donald Trump, garantindo que é a "candidata a presidente mais qualificada" da história dos EUA.
"Se querem um presidente que partilhe da nossa fé na América, que vive essa esperança, que vá finalmente quebrar o teto de vidro e ser a presidente de todos nós, peço-vos que trabalhem neste último dia tão duro quanto puderem para eleger esta lutadora, esta mulher de estado, esta mãe, esta avó, esta patriota, a próxima presidente dos Estados Unidos da América, Hillary Clinton", anunciou Obama.
A Pensilvânia é um estado fundamental na eleição porque Donald Trump, o candidato do Partido Republicano, fica com o caminho para a presidência praticamente bloqueado se não o vencer.
O republicano também passou por lá na segunda-feira, com um comício na cidade de Scranton, horas depois de o seu candidato a vice-presidente, Mike Pence, ter estado na cidade de Erie.
Nos últimos três dias de campanha, Clinton, que lidera as sondagens na Pensilvânia com uma vantagem de entre 2 a 5 pontos, passou sempre no estado, terminando na segunda-feira com este grande comício.
Depois das atuações de Jon Bon Jovi e Bruce Springsteen, em que os músicos falaram da visão de Clinton para os EUA como "um país em que todos contam", Chelsea e Bill Clinton subiram ao palco.
"Estou ridiculamente orgulhosa da minha mãe", disse Chelsea, antes de o seu pai apresentar Michelle Obama , a atual primeira-dama, como "a melhor representante de campanha que algum candidato alguma vez teve."
"De muitas formas, falar aqui esta noite é a última e mais importante coisa que faço pelo meu país enquanto primeira-dama", disse Michelle Obama.
Michelle Obama disse que Clinton "é uma mulher fenomenal, que recusa desistir, que recusa ser empurrada ou derrotada."
"Amanhã, com o vosso voto, podem enfrentar aqueles que procuraram dividir-nos e criar medo. Nós podemos fazer isto. Merecemos um líder que vê a nossa diversidade como uma bênção, não como uma ameaça", disse Michelle Obama.
Antes de partir para a Carolina do Norte, onde participaria num último evento por volta da meia-noite (hora local), a candidata democrata mostrou-se confiante na vitória.
"Vamos fazer história", disse Clinton no final do comício. "Votem por uma América onde construímos pontes, não muros. Votem em grandes números para mostrar, de uma vez por todas, que amor vence o ódio", acrescentou.